Sejamos melhores!

Dezembro/2020

Há 28 anos atrás, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 03 de dezembro como o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência. O objetivo da organização era de sensibilizar, conscientizar e promover um debate, a fim de assegurar melhor qualidade de vida e oportunidades iguais para todos os deficientes. 
Apesar de esquivarmos os olhares em uma tentativa de não enxergá-los, segundo dados do IBGE, 25% da população brasileira sofre com algum tipo de deficiência, seja física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Embora tenhamos esforços por parte de entidades e de algum que outro governo, o que vemos infelizmente são os deficientes sendo cada vez mais empurrados em massa para a informalidade, como se fossem menos capazes de render na máquina de produção capitalista. Em uma sociedade pensada e projetada para os 75%, onde os privilégios são destinados para os “saudáveis”, possuir algum tipo de deficiência é acima de tudo, um ato de resistência.
Durante a minha vida, pude conhecer algumas pessoas que possuíam algum tipo de deficiência, algumas mais graves, outras mais leves e alguns casos quase que imperceptíveis. A minha reação era sempre a mesma para o segundo e terceiro grupo, tratava de minimizar a dor e a angústia do outro focando em casos extremos, ao iniciar pensamentos com “menos mal que” ou “pelo menos não”. Passei a mudar esta percepção quando descobri, cerca de três meses atrás, um tumor benigno nos vasos sanguíneos do meu olho esquerdo, que acabou deslocando a minha retina e fazendo com que eu perdesse completamente a visão deste olho de forma definitiva. Só a partir disso, infelizmente, passei a entender e a respeitar mais a dor e o espaço do outro. 
Ainda há aqueles que negam o termo deficiente e não se consideram assim, como se a expressão fosse uma palavra ofensiva que ninguém queira abraçar, ser ou ter, e isto diz muito sobre a sociedade excludente na qual estamos inseridos.
Algumas deficiências não são consideradas graves e tampouco causam um impacto significativo na rotina da pessoa, porém por menor que seja o problema que alguém esteja passando (deficiente ou não) pode ser que este seja seu pior momento e este é um fator que deve ser sempre observado e respeitado, valendo para todos os campos de nossas vidas. 
Se o difícil ano de 2020 trouxe uma lição, com certeza é a de valorizar as pessoas que temos por perto e sermos gentis uns com os outros. Deficiente é aquele que não nos enxerga como igual. 
Sejamos melhores!!!!!

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